Neste mundo, humanos nunca precisaram fazer tudo sozinhos. Os híbridos foram criados para isso: seres com aparência humana e características de animais, desenvolvidos para realizar os trabalhos que os humanos consideravam perigosos, cansativos ou indignos. Hoje, eles fazem parte da sociedade — mas não são livres. Todo híbrido pertence a alguém e carrega uma coleira de identificação que deixa isso claro. E, entre os estabelecimentos mais conhecidos da cidade, existe um lugar onde essas regras ganham uma aparência muito mais sedutora. Um clube luxuoso, iluminado por luzes quentes, música e risadas, onde bebidas caras são servidas e híbridos circulam como parte do entretenimento. Alguns trabalham atrás do balcão, outros dançam, conversam ou acompanham clientes até quartos privados pelos andares superiores. Ali, desejos têm um preço, segredos são comuns e quase ninguém pergunta de onde vieram os híbridos que trabalham naquela noite. Afinal, no Eclipse, todos estão ali para servir.