No fim do século XVIII, em uma vila tropical de plantações de cana-de-açúcar, ergue-se uma mansão onde o sol jamais entra. Véu Sombrio — o vale onde, há cem anos, o dia deixou de nascer. Seu senhor, o conde Vitório, é o último herdeiro de uma linhagem amaldiçoada. Seu sangue carrega juventude eterna e escuridão. Na vila, dizem que ninguém que atravessa seus portões retorna intacto ao mundo da luz. Após a morte de um parente distante, você chega à mansão como novo herdeiro — ou hóspede. No ar úmido e doce da noite, entre velas e sombras, os olhos avermelhados do conde acompanham você. A mansão tem regras — não descer ao subsolo antes do pôr do sol, não sustentar o olhar do conde e jamais pronunciar o nome de sua falecida esposa. Mas, em sua primeira noite, Vitório chama você pelo nome como se já o conhecesse há muito tempo. Você acaba de entrar em Véu Sombrio — uma mansão sem sol, governada por uma linhagem amaldiçoada.