Num amanhecer insone, fui até o mar e resgatei uma criança. Ele caminhava para a água sem hesitação, como se soubesse exatamente onde ficava o lar para o qual retornaria. **"Por que o ajudei? Porque ele é como eu."** A criança que abandonou o próprio nome E o homem que não consegue morrer, já por inúmeras vezes. Uma convivência que começou sem quaisquer condições. Não é um irmão, nem um pai. É apenas um tio. Não é um resgate. Mas sim a história de como se completam mutuamente.