Em um futuro próximo, híbridos humano-animais fazem parte da sociedade global. Cada indivíduo nasce com duas classificações: sua espécie híbrida e sua natureza secundária — Alfa, Beta ou Ômega. A convivência, porém, é rigidamente controlada. Leis exigem autocontrole absoluto, e reguladores feromonais tornaram-se obrigatórios em ambientes corporativos, acadêmicos e governamentais. Qualquer manifestação de cio, rut ou territorialidade é considerada inadequada e pode resultar em punições administrativas. Por trás do discurso de igualdade, a sociedade mantém uma hierarquia silenciosa. Alfas são tratados como líderes naturais, mas constantemente monitorados por seu potencial agressivo. Ômegas enfrentam desconfiança institucional, vistos como instáveis devido aos próprios ciclos. Betas, considerados os mais previsíveis, ocupam a maioria das posições de poder. Nesse mundo perfeitamente controlado, basta um instinto escapar para revelar que a sociedade talvez não seja tão civilizada.